Capa Março – Sandra Bullock

Nesse mes a capa da revista revista marie clarie do mes de março é minha adorada Sandra Bullock, adoroooo ver ela atuando!

Achei bem interressante a entrevista e resolvi compatilhar com voçê.

Fonte: Revista Marie Claire
 
Foi preciso algum tempo para que Sandra Bullock aceitasse viver Leigh Anne Tuohy em Um sonho possível, que estreia no Brasil. Não era medo. “Só tenho medo de não conseguir fazer o personagem parecer real”, disse a Marie Claire. A atriz precisava de algo mais do que ler o roteiro. E então conheceu a própria Leigh Anne, uma milionária que adotou um adolescente negro, hoje jogador de futebol americano. Se soubesse que seria ela a responsável por sua primeira indicação ao Oscar em quase 25 anos de carreira, talvez Sandra, Sandy para os íntimos, não tivesse hesitado. Depois de levar o Globo de Ouro e o prêmio do sindicato dos atores, a rainha da comédia virou favorita para levar também a estatueta dourada, no dia 7 — e por um papel dramático.
Qualquer atriz estaria exultante por debutar no Oscar. Não Sandra Bullock. Aos 45 anos, ela não parece saber como reagir. “Ainda não consigo ter a dimensão do que significa. É uma surpresa para mim, assim como tenho certeza de que é para outras pessoas também”, diz.
Surpresa maior porque, ao contrário de Kate Winslet, vencedora no ano passado, que confessou ter treinado desde pequena seu discurso de agradecimento no Oscar, Sandra afirma que isso nunca passou por sua cabeça. “Não era um sonho. Se fosse, eu teria escolhido meus papéis de maneira totalmente diferente. Se você quer ganhar o Oscar um dia, não vai ser fazendo comédia”, afirma. “Me permitiram mostrar outro lado, por isso a indicação veio agora. Mas sou feliz com as escolhas que fiz e sou feliz fazendo o que faço.”

A comédia foi o gênero em que Sandra Bullock se especializou. O jeito de “girl next door”, bonita mas não deslumbrante e bem gente como a gente, conquistou o público. A atriz sabe rir de si e fazer os outros rirem, lição aprendida ainda na escola, quando se sentia rejeitada por não ser loira, de nariz fino e peitos grandes como as meninas mais desejadas do colégio — ela até cumpriu o protocolo de ser líder de torcida e namorada do capitão do time de futebol, mas percebeu que era melhor sendo engraçada. “A comédia permite uma carreira mais longa do que a da mocinha romântica ingênua, baseada na beleza. Eu nunca me fiei na minha aparência.” E é fazendo graça que ela tem reagido às perguntas sobre sua indicação ao Oscar, um feito e tanto para uma atriz que nunca foi considerada séria, e sim carismática e boa de bilheteria. “Nove entre dez vezes eu acerto quem ganha, e eu não vou ganhar”, foi uma das respostas que deu sobre seu favoritismo. 

Ela também inventou a história de que tinha deixado recados ameaçadores na secretária eletrônica de Meryl Streep, sua principal rival na disputa, enquanto a veterana atriz teria lhe mandado orquídeas mortas.

A maneira brincalhona de responder às questões inevitáveis sobre sua façanha diz muito sobre a personalidade de Sandra Bullock. “Não lido bem com elogios. Lido bem com manter a cabeça baixa, trabalhar duro e ir para casa”, diz. “E acho que não se deve falar demais sobre o que se faz, você tem de ir e fazer. E isso aqui é o oposto, você tem de falar muito sobre o que faz, o que me deixa desconfortável”, completa.
Não que ela não tenha achado a temporada de premiações divertida. Até porque é um jeito de compartilhar momentos agradáveis com os colegas de profissão. “Sabemos que estamos todos no mesmo barco. Isso coloca seus pés no chão”, afirma. “Mas é engraçado: o propósito dos prêmios é levar o trabalho a sério. Só que parece que se preocupam apenas com o que as pessoas vestem!”, diz, entre risos. A atriz tem brilhado em suas aparições — foi de tomara-que-caia violeta da Bottega Veneta ao Globo de Ouro e de vestido preto com brilho no decote assinado por Alexander McQueen na premiação do sindicato dos atores. “Tenho o luxo de poder trabalhar com grandes maquiadores e cabeleireiros. Amo certos estilistas. Gosto de trabalhar com pessoas que considero criativas. Claro que, quando chego em casa, tudo vai embora com a água do chuveiro”, diz, rindo.

Ela afirma não se preocupar nem quando há comentários negativos. “Não é importante saber o que acham do que eu ponho no meu corpo. Me preocupo com o que pensam de mim como pessoa. O que eu visto é para mim e para mais ninguém. Às vezes, para meu marido”, diz, com uma risadinha. Jesse James, dono de uma loja de motocicletas, apresentador do programa Monster garage e casado com Sandra Bullock há quatro anos e meio, tem se divertido nas premiações. “Gostamos de passar bons momentos juntos. Mas ele é como eu: aprecia aquele instante e depois gosta de ir para casa”, diz a atriz, avessa a festas de Hollywood

. “Me preocupo com o que pensam de mim como pessoa”

O estilo pessoal de Sandra Bullock contrasta bastante com o gosto da protagonista de Um sonho possível. Ela precisou ficar loira — o marido detestou — e usar peças chamativas para interpretar Leigh Anne Tuohy, que comoveu as plateias dos Estados Unidos, onde o filme arrecadou US$ 220 milhões. A personagem é uma milionária em Memphis, Tennessee, que, numa noite fria, vê na rua um adolescente negro que veste apenas bermuda e camiseta. Ele estuda no mesmo colégio de seus filhos, por conta de uma bolsa de estudos por seu provável talento esportivo. A família abriga Michael, ajuda nos estudos e na carreira — hoje, ele é jogador de futebol americano. A atriz conta que, no papel, achou a personagem ótima. “Mas precisava encontrar uma rachadura que me permitisse ver o lado mais real.

Não acredito em alguém que é boa porque é. Em geral, algo aconteceu na vida da pessoa, alguma dificuldade.” Quando ofereceram um encontro com Leigh Anne, topou na hora. Passou dias com ela, fazendo todo tipo de pergunta. “Assim, pude enxergar a pessoa por baixo da benfeitora, o que a motivava. E fui capaz de me relacionar com ela.”
Sandra, conhecida por doações generosas às vítimas do tsunami, do furacão Katrina e do terremoto no Haiti, identificou-se com a personagem. “Ela vem de uma educação mais racista que a minha. Eu fui criada numa casa cheia de artistas loucos, em que havia todas as cores, todas as orientações sexuais, todas as religiões sob o mesmo teto”, diz a atriz, filha de uma cantora de ópera alemã e um professor de voz americano. “Ou seja, viemos de educações diferentes, mas temos a mesma crença no final.” A atriz afirma que abriga qualquer pessoa que precise de um lugar para passar a noite. Mas que Leigh Anne transformou, sim, sua visão. “Ela me mostrou que as pessoas evoluíram no sul”, diz, sobre a região conhecida pelo racismo.

Um sonho possível possibilitou a inédita disputa pelo Oscar, mas não foi o único filme que ela estreou em 2009. A comédia romântica A proposta foi um sucesso de bilheteria e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de atriz cômica. Já Maluca paixão não caiu no gosto de ninguém e a levou a concorrer ao Framboesa de Ouro, dedicado aos piores do ano. A atriz não parece ligar e andou dizendo que vai comparecer à cerimônia. Tantos projetos fazem lembrar a Sandra de antigamente. “Eu não separava a vida pessoal da profissional. Nunca fui o tipo de garota que dizia: ‘Um dia, vou ser uma noiva linda e vou ter uma família’. Queria trabalhar, me sustentar e fazer meus pais ficarem orgulhosos”, contou à revista Glamour. “Rodava três ou quatro filmes por ano e me sentia num moinho. Finalmente decidi tirar seis meses de folga, que viraram um ano. E pensei: ‘Não sinto falta disso’. Foi quando todo tipo de coisa interessante cruzou meu caminho.”
Para além da possibilidade de estar em obras mais desafiadoras, como Crash, Confidencial e Um sonho possível, a principal “coisa interessante” foi o encontro com Jesse James. Sandra tinha prometido ao afilhado levá-lo à loja de motocicletas West Coast Choppers. E aí achou Jesse, que virou seu marido quase cinco anos atrás. O relacionamento mudou a atriz, que costumava ser do tipo faça-você-mesma. “Tive de aprender a dura lição de que não posso mais abrir portas de carro. Foi tão difícil permitir que alguém tome conta de mim.” Com ele, aprendeu a andar de moto — nas pequenas, não nas grandes. Numa das vezes em que passeava no deserto, no Texas — eles mantêm casas em Austin, em Long Beach (Califórnia) e em Nova York —, ela foi fotografada fazendo xixi perto de um cacto. “Perdi a fase do ‘dane-se tudo, vou me divertir’. Achava que, se não trabalhasse, trabalhasse e trabalhasse, nunca conseguiria nada. Agora estou tentando me divertir”, disse à Bazaar. Ela ajuda a cuidar dos três enteados, Chandler, Jesse Jr. e a pequena Sunny — Jesse James está brigando pela guarda dela com a ex-mulher, atriz de filmes pornô.
Sandra Bullock é do tipo que não para nunca. Gosta de se exercitar para manter sua energia sob controle — ela alterna corrida, pilates, kickboxing e musculação. Por isso, mantém uma forma perfeita. Mas faz dieta, sim, permitindo-se um dia de extravagância por semana. Além de atriz, é mulher de negócios, dividindo-se entre muitos. Dona do Bess Bistro e da Walton’s Fancy and Staple, misto de padaria e floricultura, ambos em Austin, ela produz abacate e frutas cítricas num rancho na Califórnia e obras cinematográficas na Fortis Films, em Los Angeles.

Com tudo isso acontecendo, ficou bem mais difícil tirá-la de casa. A pilha de roteiros vai se acumulando na mesa, mas ela acha que não é hora de ler nada. Prefere esperar a poeira da indicação ao Oscar baixar para decidir seus próximos passos. E, depois de anos sem férias, quer pegar o marido e partir em viagem. Quem sabe, a bordo de uma motocicleta.

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